16/09/2008 17:50
As pessoas deveriam pensar meis anter de entregar o coração, e menos antes de meter o pé.
A verdade é que não tenho tantas novidades assim. Minha vida é, e até onde me lembro, sempre foi bem monótona. Ou isso, ou muito cansativa.
Atualmente, deveria preencher os planos de recuperação dos meus alunos: Danem-se eles! um cara que consegue ter uma reprova no Estado de São Paulo não pode ser considerado um estudante; seria antes uma perturbação, um cara que só consegue atrapalhar a aula e impedir que os outros pregridam o quanto poderiam.
O incômodo é que eu até posso pensar assim, mas não se pode dexar de notar que:
- Não fui eu quem reprovou eles, e então pode ser que alguns deles estejam em DP por que o professor anterior contou com uma boa dose de sadismo;
- O fato de trabalhar para um cara ruim não pode me fazer querer relaxar, ou ser pior do que poderia ser;
- Se eles reprovarem, e minha transferência não sair, serei eu a dar-lhes a DP ano que vem de novo.
Tenho lido Drácula, também. O que posso dizer? a grande dica que peguei desse livro foi: Nunca mantenha um diário; Coisas boas não acontecem com quem tem um diário; só coisas muito, muito ruins acontecem quando se escreve um diário.
A parte disso, já foi dito que um blog é uma espécie de diário on-line. (ops!).
Enquanto o Blig deixar, voltarei aqui.
enviada por Braulio Stafora
14/09/2008 23:56
ao que parece, o Blig me deu uma folguinha para publicar alguma coisa. Não sei até quando isso durará, mas pretendo voltar aqui de vez em quando para verificar se essa possibilidade ainda existe...
enviada por Braulio Stafora
14/09/2008 23:40
PREFEITOS
Imagine uma cidade que cresceu ao redor de um prostíbulo. Os habitantes dessa cidade tem a característica única de saber que ela é uma filha da p* e orgulharem-se disso!
Ou nem tanto... Nos últimos anos, uma onda de puritanismo fez com que as pessoas se arrependessem dessa origem "pouco nobre" e tentassem destruir a cidade.
Obviamente, mesmo puritanos fanáticos destruidores de cidades filhas da p* não gostam de ser chamados de malucos. Uma questão de nome longo demais, acho eu. Então, os puritanos fanáticos malucos que não querem ser chamados de malucos, mas ainda assim destruidores de cidades filhas da p* acharam um meio: De quatro em quatro anos, aos poucos, eles votam nos candidatos que mais estrago podem fazer na cidade.
Os puritanos fanáticos são muitos, ao que parece. Uma pequena olhada na cidade basta para ver que eles conseguiram eleger vários dos últimos prefeitos: Um deles, Sr. Parece-tão-bonzinho, que aprovou o orçamento para um centro cultural que não saiu do papel, e pediu um empréstimo, que caiu nos cofres públicos, e lá ficou por um bom tempo. Como o banco gostaria muito de receber as quantias emprestadas, parte da arrecadação tributária do município ia para um banco pelo prazer que devia dar ver um monte de dinheiro nos cofres do próprio banco, esperando para ser usado.
Esse cara elegeu seu sucessor, um engenheiro desempregado que era um péssimo professor, tinha mau hálito, propensão a falar palavrões, falava cuspindo e, mais importante, gostava muito do cheiro de concreto fresco ao entardecer. Quase tanto quanto gostava de superfaturar obras. Ele pegou o tal dinheiro guardado, juntou com mais umas verbinhas que vieram daqui e dalí, pediu mais um tanto emprestado, trocou de carro, comprou uma fazenda, construiu algumas casas em outras cidades, entregou o centro cultural e mais meia dúzia de obras absolutamente faraônicas e inúteis e lógico, elegeu seu sucessor.
O próximo prefeito, bom, não se sabe muito do passado dele. O mais notável é que ele mandou construir um monumento ao desperdício do dinheiro público: Um enorme viaduto curvo, que liga nada a lugar nenhum e tem um buraco no meio. Verificando bem, ele não só fez isso, como não desapropriou a entrada e a saída d viaduto. A verba que viria para isso, um empréstimo de $ 500 milhões (em dinheiro atual) nunca foi visto, e ninguem sabe onde foi gasto. Esse prefeito, que atualmente descansa numa chácara de R$ 500 milhões comprada enquanto estava na prefeitura, não gosta de comentar sobre isso. Ele reelegeu seu antecessor como sucessor.
O ex-engenheiro desempregado/ex-péssimo professor não pôde completar seu segundo mandato, pois entre atentados com coquetel molotov, improbidades administrativas, exposições da dívida pública, e congêneres, ele forçou tanto a barra que acabou sendo preso. Não é que ele cumpre pena até hoje: Ele cometeu tantos crimes que ainda não foi julgado por todos!. Seu vice, Sr. radialista careca, assumiu meio perdido.
O Sr. radialista careca equilibrou as contas da prefeitura. Não que tenha pago as dívidas, apenas fez com que o município gastasse uma quantia de dinheiro equivalente ao que recebia, já descontando os juros das dívidas (não que, a essa altura sobrasse muita coisa). Tapou alguns buracos nas ruas, comprou merenda escolar e foi afastado. Tenho para comigo que não ganha nem para vereador.
Num ciclo perfeito, o próximo prefeito foi o Sr. parece-tão-bonzinho. Bom, ele realmente parecia muito bom, principalmente comparado com o outro candidato, um fracassado nato. Mas o fato é que ele assumiu o cargo, mudou-se para bem longe e agora só aparece na cidade para dizer ou fazer alguma besteira. A cidade já está em ruínas, sem dinheiro, com a merenda escolar apodrecendo, ruas esburacadas, prédios abandonados, empresas fugindo, vandalismo crescente, e, a bem da verdade, quem tem Confiança acabou por mandar mais (e fazer mais pela cidade, temos que reconhecer) que prefeitos e vereadores.
Como em toda cidade do Brasil, aqui também terá eleições. São candidatos:
Um cara, que faliu uma das maiores empresas da América Latina, pegou o melhor time de basquete do Brasil e levou-o a inexistência, assumiu o comando de um time de futebol da primeira divizão e só largou quando este caiu na terceitona. Apresenta-se como administrador eficiente e experiente, embora em 12 anos de vida pública não tenha conseguido se eleger nem para síndico de prédio. O cara é um fracassado tão completo que na vida particular não consegue manter-se em paz com a própria família e, pior, nem dá prá ter pena do sujeito que é rico e arrogante.
Outro candidato é um substituto de ladrão. A esposa do ex-prefeito/engenheiro desempregado/ex-péssimo professor/presidiário deixa bem claro em sua campanha que fará uma administração igual a de seu marido. Não esclarece se isso signigica apenas desviar quantias absurdas de dinheiro público ou se também usará a tribuna da câmara de vereadores para ofender os munícipes e lançará coquetéis molotov nas casas de vereadores da oposição.
Outros dois são bem parecidos: Ambientalistas, com formação em biologia e que já ocuparam o cargo de secretários do Meio ambiente, participaram de um plantio monstro de árvores que entrou no guiness e desenvolveram várias ações para de certo modo retardar a decadência do município.
Há outros candidatos, que juntos não somam 5% das intenções de votos, então agora já posso provar a tese da União de Puritanos para Destruir Cidades Filhas da P* (UPDCFDP): Os candidatos aqui escritos estão na ordem de preferência do eleitorado: O Sr. Fracasso em primeiro disparado, a Sra. Molotov em segundo e os ambientalistas virtualmente empatados em terceiro...
enviada por Braulio Stafora
27/05/2008 17:50
Acho que sentirei saudades.
Bom, essa atualização é meio que comemorativa de uma data vindora. Não, não é do aniversário de minha mãe. Não haveria como competir com o mundo bizarro nisso. O motivo da comemoração é bem mais egoísta: irei mudar-me do cafofo. Não será hoje, claro. Mas na próxima quinta-feira já terei assinado contrato (se tudo der certo) e terei uma data para sair do cafofo.
Então pensei: Por que não fazer uma lista de tudo que provavelmente possa fazer falta? O cafofo fede, é apertado, tem buracos no teto, não tem privacidade, mas deve ter algo que não seja tão ruim. Depois de muito considerar, consegui pensar nisso:
- Puppy-chan: Para começo de conversa, se tenho agora um lugr para morar na cidade estranha, devo isso a Puppy-chan, uma vira-latas que foi com minha cara e fez seu dono repensar na possibilidade de expulsar um inquilino bêbado e caloteiro para por um desconhecido em seu lugar. Puppy também é extremamente simpática e comprimenta-me toda vez que me vê. Realmente uma cachorrinha adorável.
Comentário: Mas minha cachorrinha lá de Bauru é mais simpática e adorável, e nem mesmo ela me impediria de trocar o cafofo por um apartamento de verdade.
- As cortinas: Bom, o caso é até conhecido: na primeira vez que fiquei no cafofo, pensei que o cheiro pudesse vir não do Boris, que na época era um pouco menor que o guarda-roupas e ficava por ele escondido, mas das cortinas com mais de 20 anos que estavam penduradas na janela. Não tive dúvidas: Arranquei as cortinas, enfiei no sabão e... F*** com a cortina do quarto! Ela derreteu na água muito mais rápido que qualquer coisa "instantânea que eu já ví ou comprei. Daí depois disso minha mãe e irmã compraram uma cortina bonitinha para pôr no lugar. Será mesmo uma pena deixá-las aqui...
- O jardim: É bonito, ué, fazer o que? tem até umas orquídeas (e um pé de fumo...)
- Os japoneses: É um pouco de orgulho, eu sei. Mas é legal ser elogiado por simplesmente pagar o aluguel em dia, como todo mundo deveria fazer sempre.
- O aluguel: Não, eu não acho barato. A bem da verdade, nem acho justo pelo que o quartinho oferece, mas fazer o que? é o menor aluguel da cidade e não há como dizer que estou ansioso para pagar mais do que aqui.
Há também a lista de coisas das quais não sentirei saudades. No topo ficam os vizinhos humanos. Um deles tem o peculiar hábito de esperar todos dormirem para estudar guitarra. Com o som no talo. Para não acordar os outros ele vira o amplificador para a parede. Do meu quarto.
Quanto ao outro vizinho, que posso dizer dele, depois que nasceu um pé de fumo no lugar que ele cuspiu no chão?
Mas se for reclamar de tudo agora, não sobra espaço para o horário de verão, de modo que vou só respnder aos comentários.
- Senhorita By-Nana: Bom, o meu blog estar entre os mais atualizados é um fato raríssimo. Acho legal que tenha gostado.
- Senhorita Kami Sal: Quanto à cidade, não creio que mostrar lugares piores tornem uma cidade melhor, assim como não considero um banco bom só porque é o melhor do Brasil. Quanto aos alunos, pode ser isso, sim...
- Senhorita Josei: Tem tanta gente que fala do ar puro... Pena que o ar aqui é puro fedor! Há também quem goste do povo gentil, informal e hospitaleiro, mas prá mim isso é um jeito obsequioso de falar "fofoqueiros mal-educados!", então acho que vou concordar com você.
- Senhor Spock: Decerto que apelodar um lugar de maconhas city não deve colaborar para o desenvolvimento da região. Quanto à cidade, realmente acho que você teve sorte, principalmente em não passar a adolescência lá.
- Senhorita Mokna: É menos desagradável que uma extração de molar, mas não tão confortável quanto ficar assistindo TV em casa. Quanto ao feed, realmente não acho necessário.
- Senhorita Josei: Ei! Isso pareceu ofensivo! Eu atualizo quase todo quadrimestre, precisando ou não
- Senhorita Kami Sal: Pelas últimas informações, ninguém faz nada contra a empresa por que mais da metade dos empregados da cidade trabalha lá e a totalidade dos desempregados tem esperanças de ser admitidos por ela...
enviada por Braulio Stafora
09/03/2008 17:08
ImpressõesII (Episódio de hoje: A cidade de nome não revelado)
O que se pode dizer sobre a vida em um local estranho? Bom, que quanto mais se conhece o local, mais estranho ele parece...
Primeiro: Impressões de um cafofo: Um quarto, nenhum banheiro, muito pouca privacidade, um fungo gigante, com o aluguel mais barato da cidade: quase tanto quanto meu inquilino paga por dois quartos, dois banheiros, sala grande, quintal grande, cozinha enorme e toda privacidade que quiser ter. Não bom.
Segundo: O cheiro. Quem (entre os três) lê esse blog há mais tempo sabe por que eu não gosto de São Paulo. Há duas razões para isso, e a primeira é que a metrópole fede. Pois bem, adivinhem só: Na cidade estranha tem um frigorífico que fica bem pertinho do centro. Durante o dia, ele acumula as partes do boi que não serão vendidas, como tripas, cérebro, olhos, ou até carcaças inteiras de animais doentes, e deixa apodrecendo em um tambor. À noite, ele solta isso no rio. Juro que o cheiro é ruim o bastante para fazer qualquer um pensar em vegetarianismo.
Juntando as duas informações anteriores, surge a pergunta: Como alguém pode pagar caro para morar num lugar desses? Sei lá, mas pagam bem caro mesmo.
Terceiro: A água. Quando ela está boa, tem gosto de sabão, cheiro de alvejante e textura de detergente. Quando está ruim, tem uma nata cinzenta que se forma conforme ela ferve. E é mais cara que a água bauruense. Isso nos leva direto ao quarto ponto:
Quarto: O custo de vida. Quando vamos a uma cidade menor, o mínimo que esperamos é que as coisas custem mais barato. Nem isso. Coisas industrializadas acabam saindo mais caras por que viajam mais desde São Paulo e coisas naturais, como a comida, saem mais caras por que os mercados tem que pagar aluguéis mais caros, e, em alguns casos, bancar um sistema de filtragem mais elaborado para poder usar a água mais cara para manter os vegetais frescos. De mais a mais, não tem um SEASA por perto, o que dificulta na hora de comprar coisas que não são direto do produtor.
Quinto: O local de trabalho: Tá certo: Não teve banheiro por duas semanas, a sala dos professores é a menor que eu já vi, tem uma barulheira infernal, alunos brincam em meio a entulho e cimento fresco, com o risco de uma telha de amianto cair sobre eles, ou pior ainda, mancharem-se com tinta (explico: Se a telha cair, o aluno não vai sair por aí chorando ou querendo jogar telhas nos outros. Desmaia e pronto.), que há pedreiros de aparência suspeitíssima convivendo com os alunos e olhando as alunas com uma expressão pouco confiável, que quando o cheiro do matadouro dá uma folga, os banheiros provisórios mostram todo seu potencial para juntarem-se aos escombros e ao cimento para manter o ar empesteado, mas apesar de tudo, as pessoas são extremamente atenciosas, os alunos são atentos e os funcionários (diretora inclusive) dão todo apoio e suporte que se pode imaginar. De certo modo, aquele velho prédio insalubre guarda o melhor que a cidade oferece.
enviada por Braulio Stafora
23/12/2007 02:12
Impressões:
- Do cinema: Ao contrário do outro cinema, que foi feito dentro do shopping, a construção do "novo" cinema é realmente um cinema. Claro que há uma infinidade de lojinhas ao redor, dando um aspecto de shopping, e uma insípida exposição da obra de Leonardo Da Vinci (a impressão que se tem é que a exposição de verdade já aconteceu e o povo ficou com preguiça de guardar o que tinha sobrado). O acabamento dessa área de lojinhas é, para ser bondoso, inexistente: Fios, canos e o próprio teto ficam despudoradamente expostos, mostrando as intimidades arquitetônicas do local a quem quiser ver. Uma modesta, humilde e despojada camada de tinta branca tenta apontar que alguém, algum dia deve ter pensado em cobrir as vergonhas do balcão. Essa tinta, entretanto, pode não ser sincera. Fosse, e estaria vermelha.
No pavimento inferior as coisas melhoram um pouco. Criativos enfetres nas paredes chamam a atenção de humanos, e, olhando mais de perto, de aracnídeos. Depósitos de poeira podem ser notados aqui e alí. A iluminação segue o famoso esquema de "ou tudo ou nada", lançando as escadas numa penumbra dilatadora de pupilas, para, em seguida fornecer a iluminação mais potente já conhecida pelo Homem na sala de entrada, e na sala de projeção, uma nova e profundíssima escuridão. Um mosaico de acrílico faz as vezes de chão em uma parte do salão. Pelo menos na maior parte do tempo, já que rachaduras e marcas apontam que o bravo polímero já falhou em sua nobre função de dar sustento aos mais variados biótipos pelo menos uma vez. Uma espécie de fosso de luzes fluorescentes aguarda, ansioso, pela próxima falha do acrílico.
O som THX não impressiona. Ele permite volumes altos, e é no volume máximo que o cinema foi ajustado. Algum dia, perceber-se-á que volume e qualidade não são sinônimos, e nesse dia, poderemos ir ao cinema sem voltarmos um pouco surdos.
- Da formatura: Dizem que formaturas só são interessantes para os formandos. A bem da verdade, elas são mais para os pais dos formandos, mas sem dúvida, se você for professor ou membro da diretoria, pode até subir no palco, mas deve saber que está no lado errado da formatura. O lugar era quente, os discursos foram uma sucessão de clichês, habia meia dúzia de alunos que não estava pronta para se formar e mais alguns que simplesmente mereciam uma reprova, pelo menos para poderem cumprir todos os dias de suspensão que precisavam cumprir. A acústia era terrível e as músicas piores ainda. Ganhei um vale-sorvete.
Por enquanto fico nisso.
enviada por Braulio Stafora
04/11/2007 00:34

Para que o Blog não vire território improdutivo...
Vocês (2)já repararam como A MTV e o SBT se parecem? Ambas as emissoras tem três letras na sigla, destinam-se a um público específico (brasileiros no caso do SBT, e jovens na MTV, têm seus desenhos legais que não passam pela manhã (o que é ótimo), Têm apresentadoras ex-modelos e ex-namoradas de atletas famosos, cujo talento pode até ser maior que o salário, mas se for não é talento em apresentar programas na TV, têm programas de namoro, apresentadores com nome de quatro letras que já são praticamente donos da casa, tamanho o tempo que trabalham lá (o Gugu e o Cazé), os enlatados reprisados até a exaustão, com a mesma utilidade prática para o telespectador: Olhar por um tempo e rir um pouco, sem levar muito à sério. Falta à MTV o carisma de um Sílvio Santos e também uma Hebe Camargo, embora Cicarelli possa ocupar o último cargo; O SBT jamais passaria um programa como "As quebradeiras" ou "Jackass", mas isso é só por que a emissora do Sílvio tem um pouco mais de bom gosto que a emissora do Grupo Abril.
Mudando de assunto, saiu minha convocação: Trabalharei no ano que vem em outra cidade, relativamente perto da minha progressista terra natal (lembram do desenho Caverna do Dragão, que tinha o ogro que queria ir para a "Terra Natal"?). Pode ser uma experiência enriquecedora. De certo modo, pelo menos um pouco, se eu for bem pão-duro...
José Serra sabe mesmo agradar aos seus eleitores: Não só não investe em saúde, infra-estrutura e educação, para que eles possam ter do que reclamar como ainda abre as penitenciárias. Pois bem! Os presos, os poucos caras que a polícia consegue prender, agora terão a chance de conhecer minha querida e esburacada cidade. Mais que isso: Há um programa que prioriza os presidiários na hora de se contratar um funcionário. Então aqui vai a dica deste blog para quem está no centro do Estado (interior são os outros...) e quer arranjar um empreguinho: Roube, mate ou venda drogas para alguém: Isso garantirá que você fique na categoria mais favorecida a conseguir um emprego nessa cidade.
Minha opinião sobre presídios semi-aberto é a mesma que sobre os quase-lusitanos, meio-gays, semi-novos, praticamente-virgens e vice-putas: Não existem. Se o cara sai do lugar, passeia pela cidade, vai trabalhar, e volta para dormir, o lugar pode ser chamado de hotel ou de albergue, mas não é uma cadeia!
Eu nunca votei no José Serra. Jamais votaria, mesmo que fosse o melhor candidato de uma eleição (caso em que anularia meu voto e me mudaria para bem longe), e jamais votarei. Mesmo assim, sei que esse tipo de medida é extremamente popular, e que garantirá que ele faça seu sucessor. Afinal, essa idéia foi levantada durante sua campanha e a população votou nele, num sinal claro de que a maioria do povo não se incomoda muito em dividir espaço com traficantes, bandidos e assassinos. Acho que alguns até anseiam por esse tipo de "emoção" em suas vidas...
Vamos lá, respondendo aos comentários:
Senhorita Mokona: Não sei se serei petulante demais, mas já que sutiliza nunca foi meu forte, lá vai: No blog da Kami você disse que queria sonhar com pão com manteiga, aqui você lembrou das comidas de fim-de-ano... Será que alguém está de regime na cidade dos ventos frescos?
Muito obrigado!
De novo, muito obrigado, embora eu ainda ache que não fiz nada demais.
Senhorita Kami Sal:Ah, sim. Deve haver alguma coisa boa no natal, mas não sei bem o que é. Talvez o fato de as ruas se encherem de pessoas bêbadas cantando... Não, não é isso. Uma hora eu acho. Mas ainda assim, tirando a média não é uma data tão legal quanto dizem.
Senhorita Josei:E Eu aprecio isso, embora ainda ache que chamar todos meus leitores de todos meus (2) leitores tenha lá seu efeito cômico. E é verdade. Eu não ví o tal comentário, mas ouví isso numa conversa sua com a kami. Por último, muito obrigado.
enviada por Braulio Stafora
12/10/2007 22:28
Manter um blog atualizado é mais complicado do que se imagina! Mesmo agora que estou apenas digitando umas poucas e mal-traçadas linhas, apenas para que aqueles (2) ue vem sempre aqui tenham algo novo para ler, as coisas não parecem dar certo.
Para começar, escrevo de casa. A sensação única de se usar a internet discada para qualquer coisa já é bem ruim. Para atualizar no Blig, então, as chances de algo dar certo são infinitamente pequenas. Agora minha cachorra cega acaba de se assustar com o barulho das teclas e sai latindo a cada palavra que escrevo. Não-divertido.
Falando em não-divertido, começa uma época do ano com pouquíssimos motivos para ser feliz, em geral, e menos ainda para mim: Aniversário, com números lembrando-me que os anos, assim como a poeira dos móveis, acumulam-se, não importa o que eu faça. Lembram-me que estou ficando um velho meio louco, desmemoriado e ranzinza. (é certo que eu sempre fui meio louco desmemoriado e ranzinza, mas um velho com essas características parece muito ruim). Também tem o fato de ser primavera, e com isso chegar o calor que faz tudo ter um cheiro desagradável. Pessoas principalmente, mas asfalto inclusive. A primavera também traz o horário de verão, que mata muita gente de muitos modos, e isso não é bom. Natal, cuja hipocrisia me enerva sobremaneira, ano-novo, que também pode ser chamada de a festa para que ninguém durma direito. Caramba, se ao menos as festas ficassem restritas ao litoral e às grandes capitais, daria para entender, mas o que se comemorar num meião de interior? O ciclo termina com o carnaval, festa do tipo tem hora que dá vergonha ser brasileiro. Não tenho vergonha dos políticos corruptos. Eles existem em qualquer lugar, e só o fato de que há mais brasileiros que votam em corruptos do que habitantes de outras nações me parece estranho, mas justificável. Meter-se num tapa-sexo e chamar isso de cultura, por outro lado...
Já que estou aqui mesmo, devo confessar uma coisa que não acharia que diria tão cedo: Caramba! Como os alunos melhoram rápido! Em pouco mais de um mês, alguns saíram de não sei qual a diferença entre soma, produto e exponenciação para estou ajudando meus colegas com os exercícios mais complicados, passando pelo estágio de fazer produtos notáveis e tudo mais.
Espantam-me duas cousas: Que eles tenham aprendido tão rápido e que eles NÃO tenham aprendido junto com o resto da sala. O que será que aconteceu com eles? Terão sido problemas particulares ou com o professor titular? Claro que tenho confiança em minhas habilidades de professor, mas justamente por isso, sei que não foi nada excepcional que eu tenha feito. Então por que alunos bons ficaram de reforço? É até um tema para pesquisa.
E falando em pesquisa, abriram-se as inscrições para a pós-graduação. Claro que farei a prova, mesmo sem tanta esperança de passar. Mas pelo menos tentarei uma vaguinha de aluno-ouvinte para esse primeiro semestre. Vejamos o que sai.
enviada por Braulio Stafora
08/09/2007 00:00
"Já podeis da pátira filhos..."
Certo, certo, confesso que nem tinha pensado no assunto, mas o fato é que finalmente, a proto-versão de meu site sobre o reforço de matemática já está no ar. Mais precisamente,
aqui. Não era para ser comemorativo da independência, mas como hoje é feriado, e o CJB permitiu, aí está, o mais patriótico de todos os sites de recuperação. Só uma coisa: Se forem acessar lá, esperem um pouco: Ainda não coloquei nenhum patrocinador, mas pretendo fazê-lo, de modo que aí as visitas dos (três) leitores desse blog, além de muito bem-vinda ainda será rentável. 0,0000003 centavos de dólar, mas ainda assim rentável.
Obviamente, fiz o site como um objeto de auxílio no ensino dematemática, e também é óbvio que estou orgulhoso de finalmente ter uma sala com uma turma de alunos formada exclusivamente para minhas aulas, mas também é claro que os alunos em recuperação de uma escola que usa a infame progressão continuada não podem ser classificados como exemplares.
Para se ter uma idéia: Na primeira aula, propús alguns exercícios bem fáceis, mas que ajudariam a descobrir algumas falhas primárias de matemática (já que a professora deles tinha me dito que um deles somara 4,5+4,5 e conseguido um 8,10). Coisinha simples, para ter de onde começar. Pois bem. Fiz a tal lista, passei no quadro negro e me pus a falar: Prestem atenção aqui: Coloquem seus nomes numa folha separada, copiem esses exercícios nessa folha, resolvam, destaquem e me entreguem.
Tem coisa mais fácil? Bom, deve haver:
- 60% da classe faltou;
- 6 alunos não prestaram atenção nas instruções;
- 3 alunos erraram ao escrever os exercícios;
- 2 alunos erraram o nome, assinando com o apelido;
- 1 aluno errou ao destacar a folha(!)
É certo que depois disso já tive a chance de conhecê-los melhor, e que agora eles parecem mais concentrados, mas o fato curioso é que antes de começar a resolução dos exercícios, TODOS já teriam sido reprovados numa avaliação comum.
Vamos ver o que vai acontecer até o fim de Novembro, mas o problema com esse tipo de recuperação é: Se eu conseguir ensiná-los como se destaca uma folha de papel e assina-se o próprio nome nela, pelos critérios de avaliação da escola, um dos alunos já estará aprovado!
Se os jovens são mesmo o futuro do País, devemos pensar seriamente na hipótese de importar alguns jovens de outros países para garantir o nosso.
(P.S.) E o conhecimento de matemática deles? Bom, como posso dizer? Não são prodígios, mas também não estão tão ruins quanto a professora deles tinha dito.
Já que estou aqui, que custa comentar os comentários?
- Senhorita Kami Sal:Obrigado, de qualquer modo. Sim, já havia. O Blig é assim, fazer o quê? Tudo que sei é que EU NÃO POSSO DESISTIR! Nem mesmo de um provedor ruim.
- Senhorita Josei: Ué, as (duas) outras pessoas que acessam o blog também tem o direito a saber o que você pensou a respeito, não tem? Agradeço novamente. A colação é em Setembro, numa cerimônia até prosaica, o que será melhor que fazer algo grandioso na formatura de meia dúzia.
- Senhorita Jeanie: Agradeço imensamente!
- Senhorita Mokona: Muito obrigado! E você, quando vai colocar aquele chapéu quadrado idiota que prova que você ficou mais esperto? DE é a Diretoria de Ensino, representente da Secretaria da Educação, e esta é filiada ao MEC, que tanto é sigla para Ministério da Educação e Cultura, quanto para Mortos Em Combate.
- Senhor Spock: Sem teimosia muita coisa seria impossível, sem dúvida. Mas sei lá, se eu pudesse escolher, queria o estilo de vida dos ricos & famosos, e não o dos sovinas & teimosos.
enviada por Braulio Stafora
02/08/2007 21:06
Um tributo à teimosia.
Claro que a professora com a qual eu falaria não pode me atender antes da aula. E não poderá depois também, já que não estarei aqui às 11.
Mas vamos às boas notícias: Finalmente, fiz o suficiente para não ser reprovado e assim conseguir fechar o currículo antigo da faculdade. Agora, por motivos que desconheço, isso virou motivo de comemoração, mas não da comemoração ao estilo "Puxa, que legal, continue sua vidinha e talvez ache outras coisas tão medíocres quanto essa para comemorar com essa alegria descabida". Não, isso deve ser bom demais para os padrões Unesp, ou então a Unesp acha que essa comemoração seria boa demais para mim.
Ela precisa complicar minha vida exigindo uma cerimônia de colação de grau? Caramba, sou só eu me formando, talvez junto com mais dois caras, precisa de patrono, beca, paraninfo, orador, pompa e circunstância? Eu me formei mais por ser teimoso que por qualquer habilidade didática dos professores ou capacidade sobrenatural minha. Algo que qualquer um com uma cabeça dura o suficiente poderia fazer igual. O que há de se comemorar nisso?
Pelo menos, até o final do semestre creio que poderei ter mais tempo para ler um pouco, tentar montar um website com um mínimo de conteúdo de física para que meus alunos consultem, acabar algum jogo que já tenha começado, até mestrar uma aventura em OPERA com super-poderes na cidade imaginária de Bauroom não está fora de meus planos, embora jogá-la não esteja nos planos de nenhum RPGista que conheço. Isso tem pressa: Assim que a DE me chamar, e por algum tempo depois disso, não creio que terei muito tempo livre.
Hoje o metrô amanheceu fechado. Nada contra, daqui onde estou, não dá para ser afetado por isso. Mas fico pensando: Todos os dias há rodízio de carros naquela cidade. Ciclistas e motociclistas morrem com mais freqüência que moscas (e grande parte da culpa por isso é deles mesmos), caiu um avião semana passada e mesmo que não tivesse caído os controladores de vôo já mostraram-se bastante mal-intencionados, o suficiente até para matar 300 pessoas e ficar por isso mesmo, trem é uma lembrança pálida do passado, o Tietê não é navegável naquela altura (a bem da verdade, ele não é nem líquido dentro da Metrópole, ou seja: O único meio de transporte viável em São Paulo é mesmo o elevador. Por enquanto...
Mas o mistério em minha mente agora é: Por que tão poucos comentários?
- Senhorita Mokona: Que bom que gostou.
- Senhorita Mokona:Estou incliando a responder "ambos". Mas hoje, vejo ele só como um estorvo a mais.
- Senhor Spock: Na verdade, os medicamentos foram mais eficientes. Mas vencer os vírus na porrada parece interessante.
- Senhorita Kami Sal: Bom, agora ele já foi publicado.E nem a ttia Josei-Hentai comentou, o que prova que ou ela tinha algo mais interessante para fazer, ou não gostou.
enviada por Braulio Stafora
22/07/2007 20:11
Conforme o prometido, aqui está o texto sobre a virose. Agora ele parece meio fora de contexto, e eu gostaria de mudar algumas coisas, mas promessa é promessa:
Na verdade, eu não gosto de criancinhas. Exceto quando estão chorando, já que nessas horas elas produzem um som potente, pujante, crescente e que enche qualquer ambiente, criancinhas não parecem capazes de muita coisa.
Eu acho que não há nada demais em minha opinião, até por que se uma pessoa ama crianças, obrigatoriamente tem que amar também os esgotos: Ambos saem das outras pessoas, cheiram mal, são pegajosos, espalham doenças, sujam toda roupa que tiverem contato, e algumas pessoas tem uma tendência a coloca-los no mundo antes do tempo (os mais jovens no caso das crianças, e os mais velhos no caso do esgoto).
Como tem pouca gente que gosta de esgoto, creio que quem diz gostar de crianças na verdade refere-se às coisinhas pequenas, engraçadas e até (pasmem!) com suaves aromas campestres que aparecem nos comerciais e nas casas de amigos. Essas crianças na verdade não existem: São vistas assim por que, ao primeiro sinal de problemas, o responsável por aquilo aparecerá e fará com que sumam (a criança e os sinais de problemas).
E as crianças que eu ví sábado passado não eram nem um pouquinho de comercial. Elas eram animaizinhos em fúria, emitindo seus uivos assustadores: Tio! TIO! Ô TIIIIIIIIIO!!, balançando papeizinhos, para receberem uma vara de bambu com um pedaço de barbante numa das pontas, na ponta do barbante um clipe detonado, pescando peixes de papelão do meio de uma tina de areia, para em seguida reclamarem pelas prendas recebidas.
Na volta para a casa, minha cabeça doía muito. Nada mais natural, afinal de contas. Tomei um comprimido e, como era de se esperar, a dor não diminuiu. Aumentou, deveras.
Domingo, dor de cabeça, uma leve febre. Maldita a criança que me passou gripe. Á tarde, assisto ao começo da corrida, tento jogar RPG, mas não acho ninguém. Volto para a casa com mais dor de cabeça e uma novidade: Dores nas juntas. Ahá! Essa prometia ser uma gripe forte! Segunda não sairia da cama, para estar melhor na terça.
Terça. Tudo é meio azul. As pessoas falam e eu primeiro respondo não para depois processar o que era. A febre supera os 40 graus. À noite, tive convulções e sonhei que andava de patinete com Deus sobre uma montanha de creme batido com árvores de brócolis cobertas com doces mentiras (não sei o que eram, mas no sonho chamavam mentiras e eram muito doces). No final, estou enfiando muita porrada no Todo Poderoso. Muita gente chamaria isso de delírio, mas consultei um psicólogo e foi só um sonho criativo causado pela febre mesmo.
Quarta pela manhã sinto-me bem o suficiente para expressar minha vontade de ir a um médico. O lado bom é que se eu tivesse ido na noite anterior, como me fora proposto, provavelmente eu teria tido uma interpretação muito criativa do que o médico me falaria. Mas o que interessa é que peguei uma virose. Muito contagiosa, dura até 10 dias e pode causar outros efeitos chatos que não tive, como vômitos, tosse seca, morte, essas coisas. Quem é o insano do pai que manda uma criança com virose brincar o São João numa festa de colégio ao invés de levar o infelizinho a um pronto socorro, posto de saúde ou seja lá o que for? Agora, como a bagaça é contagiosa, perdi uma semana de aulas, não posso entrar em locais fechados e toda minha família também está doente, exceto talvez minha mãe, mas ela é muito boa em fingir que está saudável mesmo quando em algo errado então não posso ter certeza.
enviada por Braulio Stafora
06/07/2007 22:37
Tenho que ser rápido! A MAFIA está no meu encalço!
Tá, tá, a MAFIA é uma revista, mas mesmo assim cobra um certo tempo. E agora, com a última semana de aulas, o fim da greve, e a Otaku Fest chegando, tempo tornou-se um artigo de luxo. Pelo menos, consigo atualizar o blog, coisa que não consigo de casa, já que o Blig não lembra mais do que é uma conexão discada.
Nesse meio tempo entre uma atualização e outra, muita coisa aconteceu:
- Um colega meu levantou-se durante a aula e disse "Professor, tenho que sair, senão perco a hora do doutor.". Tá certo que ele queria assistir ao seriado da Record, o Dr. House, mas mesmo assim foi uma sacada de gênio.
- Na semana anterior, mesma aula, mesmo professor: Saio por pelo menos meia hora. Na volta vejo que o professor olhava para minha carteira vazia. Ele desvia o olhar e rapidamente mergulho na carteira. Ele volta a olhar para esse lado e estranha: "você estava aí?" "Claro, professor, eu jamais sairia no meio da aula: Só me abaixei para pegar minha caneta."
Essa tolerância é uma coisa que pertence ao passado: No pós-greve, como sempre, convenciona-se que a culpa pelo atraso é dos alunos indolentes, e que para que esses atrasos não se repitam, nada melhor que duplicar a quantia de trabalhos que cada um terá que entregas, além, é claro, de espremer duas semanas de provas em menos de quatro semanas efetivas de aulas. Quero férias! Agora, na primeira semana do pós-greve! Depois eu vejo como fica mei diploma-e-meio.
A essência de ser um macho, principalmente sendo humano, é ser um homem: Isso implica em ser confiável, aceitando as conseqüências de seus atos, sabendo que seu sim será entendido como um "SIM!", seu NÃO, como "não?" e seu chute como um chute. Mesmo que o sujeito não se leve à sério, acho que esse mínimo todo mundo poderia praticar. E por isso apoiei que um aluno fosse levado à diretoria justo no último dia dele na escola. Foi até engraçado, ela ligando para a escola nova do garoto e avisando que ele tem que cumprir suspensão logo que as férias acabarem.
Também tive uma virose nesse meio tempo, mas para ela fiz um texto exclusivo, que publico qualquer dia.
Com a promessa de que não sumirei por tanto tempo, deixo os comentários para serem respondidos à posteriori, mas, Jeanie, como o Orkut não me deixa muitas opções, não posso externar toda imensa consideração e afeição que me são provocados ao ler seu perfil, e quão grande é minha frustração ao ver sempre a mesma página de erro ao tentar deixar um mísero "scrap".
enviada por Braulio Stafora
13/05/2007 02:30
E hoje, mais um dia.
Bom, o que eu iria falar aqui não teria nada a ver com o dia das mães, mas como há forças que não podem ser controladas, aqui estamos: Faz tempo, hein?
O papa visitou o Brasil, falou para os viciados que não podem usar camisinha, e para as pessoas que passaram a noite toda esperando para que ele aparecesse na janela (será que ninguém ali notou que o cara precisa dormir? Ou eles realmente esperavam ver o venerável religioso alemão dançando de cuecas?) que não se pode levar uma vida em busca de prazeres efêmeros. Aí está um problema dos líderes de nosso século: Seus discursos não atingem o público-alvo certo. Imagine só: No mosteiro de São Bento, nada contra os padres não usarem a camisinha. Eles não poderiam usá-la de qualquer modo! Assim como falar para pessoas que passaram a noite inteira no vento e tomando chuva justo no dia mais frio do ano que elas não deveriam fazer coisas só pelo prazer chega a ser cruel...
Quanto à questão das refinarias, alguém se lembra? Morales não quer pagar nem a indenização por quebra de contrato, nem o preço pela desapropriação dos poços da Petrobrás. Isso não é novidade. Mas agora o governo federal acionou o tribunal de direito internacional da ONU para ver se recupera pelo menos parte do dinheiro perdido.
Isso nos dá uma noção de como abastecer o carro é um assunto delicado: Ou se coloca gasolina e financia-se uma guerra sem fim no oriente médio, além de poluir o ambiente, ou coloca-se álcool e patrocina-se um bando de usineiros que não tem o mínimo de vergonha em expandir suas posses por cima de fazendas vizinhas, esgotam o solo, prejudicam a produção de alimentos, exploram mão-de-obra subempregada, e ainda consomem impostos de todos os cidadãos em subsídios para que o álcool fique mais barato que a gasolina, ou sustenta-se Morales, Chaves e companhia, abastecendo com GNV.
Ah! Sim, tem a bonita história do dia sem TV: Nossa hóspede japonesa mais querida estava lá, passando Kill Bill toda animada quando o Fly back queimou. Não é muito comum. Na verdade, nesse modelo, de uma fábrica que tem até jipes na linha de montagem, foi a primeira vez que vi tal carência de robustez. Mas o interessante foi o programa da volta do aparelho: Eu e meu pai levamos-na para o cinema, salão de festas, praças e pontos turísticos entre outros cantos. Ela também conheceu uma cliente de meu pai, o que é sempre uma experiência peculiar. Agora ela passa bem.
Resta-me responder aos comentários e torcer para que o blig me permita atualizar novamente:
- Senhorita Mokona:Não, não... Foi o bom e velho vestibular, que me garantiu uma vaga que não usarei e umas matérias que estou fazendo a mais. Mas nada de excepcional. Que bom que gostou do gif.
- Senhorita Josei(I): Eu acredito em você. Se isso acontecer, apago antes da atualização seguinte, portanto serão só alguns meses com sua senha à mostra. Inda acho que Marcos Mion deveria me pagar algum dinheiro, pelo menos pela divulgação na Internet...
- Senhorita Kami Sal(I):Acho que conta sim: Eu que tenho mania de assistir MTV na esperança de ver um clipe legal, ou pelo menos ouvir uma música interessante.
- Senhorita Kami Sal(II):EU NÃO ACREDITO!!! Que raiva! Não bastava o Mucho Macho agora também fiz propaganda do Pudim.com.Br. Isso é quase uma lei de Murphy.
- Senhoritas Josei (III e IV) e Kami Sal (III e IV): Ah, a atualização chega, quando menos se espera (ou às vezes espera-se mais, mas fazer o que?).
- Senhorita Jeanie: Puxa vida, aquela de quem estou tão longe no tempo e no espaço aproxima-se deste humilde blog novamente! Fico muito feliz com sua volta triunfante! Está com blog novo?
enviada por Braulio Stafora
25/03/2007 22:03
TODOS OS CÍTRICOS MERECEM O CÉU!
(isso tem alguma coisa a ver com alguma coisa?)
Bem, hoje consegui colocar meu primeiro gif feito desde o desenho até o salvamento no servidor do blog. Não é muita coisa, nem mesmo um motivo de orgulho. Não vou nem começar a me apresentar como "o cara da laranja que vai pro céu", mas e daí? Pelo menos eu fiz.
Como pode ver, essa atualização tem um objetivo diferente do "normal" neste blog. Ela vem comemorar aquelas pequenas coisas que acontecem entre os incidentes lamentáveis que nos cercam e fazem da nossa vida algo tão lamentável e patético quanto... Quanto... Ah, sei lá, quanto a sua própria vida, querido leitor! Mas vamos comemorar logo nossas pequenas alegrias: Ela é uma pessoa muito, mas muito, pequena mesmo! E má. E vingativa. E agora já está chegando naquela idade do "puxa vida, como você é velha!!" Mas isso não impede que ela seja minha adorada irmãzinha muito menor e que ela comemore seus seis ou sete anos, ou sejam lá quantos lhe der na telha!
Comemore irmãzinha! Sem se preocupar com a decadência que alcança a todos que vivem e a tudo que já existiu! Comemore com se não houvesse amanhã! Um dia alguém tem que acertar!
Quanto à prova: Sim. hoje teve "O" concurso. Fiquei surpreso de meus colegas não terem estudado legislação. Será que eles REALMENTE acharam que conseguiriam se sobrepor exaltando seus conhecimentos de Física no meio de professores de... Física?!?
Não que eu diga para ignorar aquilo em que todo mundo vai bem, mas que custa estudar onde se acha que vai pior?
Apesar desses comentários, estou receoso de não ter ido bem. Mesmo que tenha feito uma ótima prova, tinha muitos professores velhos lá, e nesse concurso ser velho é melhor que ser bom, ou mesmo experiente.
A semana na nova-velha faculdade, com o novo-velho curso: Bem, tem trabalhos, questionários e de modo geral tenho freqüentado lá muito mais do que achei que faria, mas pelo menos agora falta pouco para formar-me (sei lá se de novo, meu currículo ficou meio Frankenstein...).
E a última das notícias: Veja se não é irônico: Fiz lá o tal aviso para ver se a audiência do tal programa acabava lendo o blog e hoje descubro que só consegui que os leitores daqui fossem assistir ao programa! Como pode?
Comento os comentários, pois me parece justo...
Senhorita Kami Sal: Sim, aquecem.
Senhorita Josei: Como você e a Kami Sal viram o programa depois que escrevi aquilo, 2/3 dos que visitam o blog acabaram engordando a audiência do rapaz!
Senhorita Mokona: Bom, não perde muita coisa. Quanto às atualizações, será mesmo? O Pudim.com.br nunca atualizou e ainda assim recebe centenas de visitas.
enviada por Braulio Stafora
16/03/2007 23:08
Bom, agora não há muito que escrever aqui. O Sr. Bush esteve no Brasil, parece que foi embora sem levar nenhum motivo para declarar guerra contra a gente. Ponto pro Brasil, já que na Bolívia e na Venezuela a situação pode ser outra.
Estou preparando-me para um concurso. E lendo muitas leis. Será que algum dia teremos um país tão bom quanto aquele ao qual destinam-se essas leis? Bom, há exceções: A LDB é mais ou menos o que se vê por aí mesmo: Uma porcaria.
Aliás, tem uma coisa para colocar aqui, sim!
******AVISO IMPORTANTE!******
O Blog Muito Macho, de propriedade exclusiva do Sr. Dr. Bráulio Stafora, domiciliado e residente no endereço http://www.muitomacho.blig.ig.com.br desde seu nascimento em 01/03/2003 vem por meio desta esclarecer:
- Que não possui relação com o grupo Abril, tampouco com a Abril Radiodifusão LTDA., esta última, e apenas esta, responsável pela emissora de TV intitulada Music Televizion, ou MTV.
- Que jamais recebeu visitas ou pedidos de consultoria de Marcos Mion ou de quem quer que fosse, seja para elaboração de temática, seja para qualquer outra finalidade.
- Que nunca considerou - e ainda não considera - másculo o exercício de brincadeiras de bonecos, inclusive e principalmente se um desses bonecos é nomeado "Valadão".
- Que jamais afirmou em momento algum que um mictório sujo seja um item de primeira necessidade. Assim como considera pouco apropriado o uso de robe de cetim, em qualquer situação.
- Que cueca samba-canção é e continua sendo um item da mais pura frescura: Se não exerce a função de segurar os balangandãns pra que uma cueca seria usada?
- Que não temos nada contra chapéus
- Que meias não devem ser utilizadas senão com a finalidade prática de evitarem-se maus odores. E que em todos os anos de vida que o Sr. Bráulio já conseguiu acumular, jamais ficou sabendo de um chinelo que provocasse chulé.
- Que a junção de todas as peças descritas nos itens acima não constitui, de forma alguma em uniforme, ou em vestimenta que distinga um macho de um afrescalhado qualquer.
Corolário - Se tal tipo de vestimenta existisse, seria algo menos afrescalhado.
- Aliás, o blog Muito Macho gostaria de deixar claro que programa de macho era o antigo "fantasia" exibido pela TV SBT em que mulheres em trajes sumários realizavam brincadeiras com quem ligasse.
- Que em momento algum tencionou obter exclusividade sobre as expressões "muito macho", "macho que é macho", ou suas variantes em qualquer idioma.
- Mas, desde que um ator que já interpretou Shirley - Raio Laser propôs-se a realizar um programa voltado para a divulgação do estilo de vida "macho" segundo suas próprias concepções, essa idéia passa-nos pela cabeça. A de cima.
- Que esse protesto não tem função de atrapalhar a carreira dos atores conhecidos pelos nomes artísticos de Mionzinho, Tiozão Ambervizion, ou mesmo da ex-miss Raio Laser, Marcos Mion, assim como não tenciona a retirada ou sanção de qualquer programa ora ou posteriormente exibido por qualquer emissora de TV, ainda que esse programa chame-se "mucho macho".
- Que este blog andava meio murcho de visitas, e, portanto este protesto tem a finalidade de fazê-lo aparecer em mais buscas no Google, digitando várias vezes termos que são freqüentemente buscados.
Agora sim, os comentários:
- Senhorita Kami Sal: Certamente morreriam. Mas que custa ao governo incentivá-las? Aliás, ao governo cabe a missão de tornar a vida do cidadão comum um inferno, para que ele possa crer na existência melhor e mais cheia de significado que as igrejas pregam, sem precisar se esforçar muito.
- Senhorita Josei: Claro. Mas aí que está a beleza do horário de verão: Se as pessoas estivessem em plena consciência de suas faculdades mentais, elas sujeitar-se-iam aos milhões a uma festa tão chinfrim como hoje vemos?
- Senhorita Mokona: É certo que já tinha tocado nesse assunto outras vezes, e acho mesmo a situação tão desagradável que compensa falar mal dela sempre, para ver se algum dia muda.
enviada por Braulio Stafora
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